segunda-feira, 9 de maio de 2011

Quem precisa de Mídia Training?

Saber lidar com a imprensa, repassar bem as informações, ser claro, objetivo e ter uma boa postura é imprescindível para quem deseja construir uma boa reputação na sociedade. Esta necessidade é sentida principalmente por gestores públicos, políticos e empresários de grandes empresas, que rotineiramente são abordados por jornalistas.

Contudo, muitas pessoas que se enquadram nestas categorias que citei não sabem se relacionar com a imprensa e acabam perdendo uma grande oportunidade de mostrar o trabalho que estão fazendo.

Aqueles que não sabem atender bem um jornalista viram até motivos de comentários nas rodinhas da imprensa e o que é pior: são evitados para entrevistas.

O ponto chave neste cenário é que a grande maioria dos entrevistados comete gafes sem saber que aquilo não é conveniente para o jornalista. Alguns falam demais, outros enrolam a resposta, outros ficam olhando para a câmera ignorando totalmente a presença do repórter...

Eles fazem tudo isso porque, na maioria das vezes, nunca foram orientados sobre como devem proceder com a imprensa.

Após uma série de estudos e análise da forma como as pessoas se comportam com a imprensa montei um programa de Média Training (treinamento para entrevistas) que visa ensinar os gestores públicos e profissionais liberais a como se apresentar diante da imprensa para intensificar sua mensagem e até melhorar seu relacionamento com os jornalistas (nada de “papagaio de pirata”, por favor).

O curso é um misto de teoria e prática e composto pelos seguintes temas:

1- A importância da comunicação

2- Entendendo a imprensa – quem são os jornalistas?

3- O que é notícia? O que torna um fato notícia?

4- O que fazer nas entrevistas (TV, rádio, jornal e internet)

5- Como a entrevista pode ajudar a comunicar o que pensamos e fazemos

6- O papel do assessor de imprensa

7- Dicas práticas para lidar com jornalistas

8- Simulação de entrevistas para TV, jornal e rádio

Neste curso apresento, inclusive, um material que é utilizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República para o treinamento dos ministros do Governo Federal junto a imprensa nacional.

O curso de Media Training mais recente que realizei para todos os secretários municipais e o prefeito da Prefeitura de Teresina. Já estamos com mais convites para o curso em outras instituições. Quem estiver interessado é só entrar em contato.

Allisson Bacelar

allissonbacelar@gmail.com

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Quem mente mais: a imprensa ou as fontes?

É comum vermos por aí pessoas, políticos e autoridades dizendo que a imprensa é mentirosa e isso e aquilo...no entanto, mal sabem eles (ou fingem que não sabem) que boa parte das informações publicadas nos jornais são produzidas com base no que eles (fontes) dizem.

As notícias, temos que admitir, são permeadas de valores e interesses e uma informação pode ser provocada ou explorada por interesse do jornal ou da fonte. Quando é interesse do jornal, a informação é talhada para que o texto que será feito siga a linha da pauta que o repórter recebeu, mesmo que as informações que a fonte passe se choque com a pauta. Veja o exemplo:

Pauta:
Órgão tal faz licitação ilegal (repórter é enviado para apurar)
Fonte: nega e mostra que está dentro da legalidade
Manchete: Órgão é acusado de fraudar licitações

No exemplo acima, mesmo declarando e provando que as licitações são legais, o foco na possibilidade de fraude, que é interesse do jornal, é destacado. No texto da matéria, certamente, o repórter falará das denuncias e da defesa e ficará por isso mesmo, sem uma posição que esclareça o fato. Seria uma típica matéria para desestabilizar uma secretaria ou empresa.

Já quando o interesse é da fonte, o meio de comunicação é usado para mostrar uma imagem ou informação que não condiz com a verdade. Um bom exemplo é a inauguração da estação do metrô na Praça da Bandeira. Eu coleciono, ao menos, umas três capas de jornal dizendo:

“Estação da bandeira será inaugurada em março”
“Estação da bandeira será inaugurada em agosto”
“Estação da bandeira será inaugurada em outubro”

E a mais nova informação:
“Estação da bandeira será inaugurada em dezembro”

Nesses casos, o jornal está mentindo? Inventando? Ou será a fonte que está brincando com a cara dos repórteres?

É essa dinâmica da imprensa que prejudica sua credibilidade. Lembro-me quando a Niéde Guidon, diretora do Parque Nacional da Serra da Capivara, falou que tinha provas de que recursos tinham sido liberados para o Parque. Para provar isso, ela levou para a Assembléia Legislativa, várias capas de jornais com declarações de secretários, deputados e ministros.

O deputado João de Deus (PT) levantou e disse: “Não se pode confiar nos jornais e nas coisas que eles publicam!”

Aí finalizo perguntando: De onde os jornais tiraram essas afirmações? Inventaram ou eles mesmos (fontes) declararam maravilhas na intenção de usar os meios de comunicação?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Qual a sua verdade?

No jornalismo há uma ilustração que diz que um repórter foi pedir um emprego em um jornal e o editor pediu para ele escrever sobre um assunto X para avaliar seu texto; respondendo o pedido o candidato a repórter disse: - Você quer que escreva falando bem ou mal?

Isso bem que poderia ser uma lenda, mas é a pura verdade e acontece rotineiramente em nossos meios de comunicação. Um exemplo quente é a divulgação da pesquisa de intenção de voto feita pelo Jornal Meio Norte. Até quem é leigo percebe que o MN tenta desviar o foco do bom resultado conquistado pelo prefeito Silvio Mendes ao ignorar seu crescimento e citar a soma de todos os outros candidatos.

Essa tática disfarçada começou com a divulgação inicial da pesquisa para senador, que coloca o governador W. Dias em primeiro. Ele como primeiro lugar ganhou destaque no jornal no dia em foi publicado, mas a página de política de hoje no JMN, estranhamente, dá destaque para o resultado da “base aliada” e coloca uma foto em destaque de Antônio José Medeiros, que obteve apenas 9% dos votos.

O prefeito Silvio Mendes aparece em um texto de análise tímida e com uma foto secundária. Cito estes fatos para mostrar que na comunicação é possível manipular o conteúdo de forma a ignorar uma informação em detrimento de outra que se queira dar destaque...ou até mesmo de uma informação que se queira “abafar”, como é o caso do bom resultado do prefeito de Teresina na pesquisa.

Não questiono os números da pesquisa, até porque acredito na máxima citada no começo deste texto. É possível se falar bem ou mal de uma pessoa sem mentir. Isso vai depender apenas da forma como você se expressa. O caso do Jornal Meio Norte mostra apenas que critérios de noticiabilidade podem ser jogados por água abaixo quando os interesses (econômicos?) não de alinham com a verdade nua e crua.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Crise de imagem?

Analisando a exposição que o secretário de segurança Robert Rios faz na imprensa, percebe-se que ele não mede o que fala. Os comentários que fez sobre o médico "sequestrado" arranharam sua imagem e causaram uma polêmica.

No entanto, enquanto uns gritam que sua imagem como político e pessoa não é boa (o que eu não entro no mérito da questão agora), por que ele aparece bem avaliado na pesquisa que identificou os secretários mais populares do governo W. Dias?

Crise de imagem? Talvez não. Aquela velha máxima reaparece: - falem mal, mas falem de mim!

Acredito que a pior crise é não ter imagem, pois neste caso vemos que a imagem que ele projeta de "falastrão" é absorvida pela população que, por outro lado, retribui na pesquisa ao lembrar seu nome.

A verdade é que quando a pesquisa diz que identificou o melhor secretário com base em pesquisa popular, significa que ela identificou o secretário mais lembrado pela população. E como o secretário Robert Rios sempre aparece na mídia (com fatos polêmicos)sua imagem fica retida na mente da população.

Peçam a algum dos entrevistados pela pesquisa para citar alguma realização que o secretário fez para ser considerado o melhor secretário. Será se eles têm resposta?